domingo, 10 de abril de 2011

Sobre meu novo conceito de performace

Depois de ouvir as tentativas dos professores de me fazer entender integralmente o conceito de performance, venho ao Blog para expressar o que eu entendi desse conceito.

Uma das coisas que mais me intrigou sobre a 'performance' é o fato de que as ações que a compõem não necessitam de significado: como pode criar algo sem uma intenção, um teatro sem falas e sem história, sem moral, sem nada? E ainda assim, essa tal 'performance' continuar sendo algo que toque as pessoas, mesmo que tão abstrato? É quase como se não houvesse um raciocínio por trás, e essa assustadora simplicidade é o que mais me complica.

Ao me deparar com a instrução 'façam uma performance que se baseie na ocupação do espaço em que vocês usarão para apresentá-la', se os professores tivessem falado em latim minha reação seria a mesma: ?. Por onde começar? Ok, vamos começar pelo enredo. Começamos mal (mal para não dizer 'errado', pois essa palavra é abominada na aula, embora eu a sinta bem presente), performance não tem enredo. Como diabos uma manifestação artística não tem enredo? "É por que performance não é teatro", então o que ela é? Eu nunca montei um teatro na vida, quanto mais essa prima ovelha negra que chamam de 'performance'.

Me disseram que esse tipo de arte é aquele tipo que toca as pessoas de modo diferente, ou seja, cada uma apresenta sua reação diante dela, sua interpretação. Desse modo, não interessa o que tocou o autor dela, pois não é claro, é tão abstrato quanto sua obra, e assim o é para as outras pessoas. Me pareceu as reações à música clássica, que raramente escuto, mas tenho minhas favoritas: Moonlight Sonata de Bethoveen. Tenho absoluta certeza de que essa música é apenas uma quando escrita na partitura, pois para cada pessoa sentimentos diferentes surgirão, como se a mesma música fosse, na verdade, várias (já que, para cada ser que a escuta, um diferente sentimento surge, e com ele diferente lembranças, conexões, reflexões).



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